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T06 21 – Do café com leite ao toddynho. O declínio da sala de aula

i. Entendendo o “ Café com Leite ” e o “ Toddynho" Não faz muito tempo, nos meus dias de aluno de educação básica, havia um termo muito interessante; era ele: “ Café com Leite ”. Talvez você já ouviu falar, ou mesmo utilizou em algum momento, mas se não, tentarei explicar de modo simples sua aplicação e contextualização. O termo “ Café com Leite ” era e é atribuído às pessoas que não dominam bem alguma habilidade. Por exemplo: No esporte, essas pessoas são as últimas a serem chamadas a participar, pois são “ Café com Leite ”. (Na seleção para futebol é muito utilizado). O termo pode estar ligado a idade das pessoas, já que quanto mais jovem, mais propício à inexperiência. Em resumo esse é o significado, onde o termo era tomado como uma ofensa em todos os sentidos, já que ninguém gostava de ser chamado “ Café com Leite ”, mesmo que a ideia fosse válida. Penso também, que a apropriação vem do pensamento de que o café é uma bebida voltada ao público adulto, mesmo que pessoas muito jo...

TEx 21 - Cruella, Estella, Psicodélica.

"Cruela Cruel, Cruela Cruel, É mais traiçoeira do que uma cascavel, Em suas veias só circulam fel ... Cruela, Cruela Cruel".   Antes de começar a falar sobre a nossa personagem, e o filme em si, que apresenta a origem da identidade da "vilã"; vamos voltar ao excelente "101 dálmatas" de 1961.  A antiga animação rompeu com algumas tradições artísticas da Walt Disney, quebrando a estética que vemos nos grandes contos, em exemplo, a divergência com a clássica obra Bela Adormecida. Os traços não firmes e as cores não definidas marcaram uma transição artística e influenciou na construção narrativa de outros curtas e longas dentro do mundo fantasioso.  Essa história, traz a perspectiva de PONGO e Roger sobre Cruella. A ideia base do enredo é bem simples. De um lado, a construção do herói, algo já arquitetado no teatro antigo, com a tragédia grega; e do outro, a monstruosidade de uma "vilã'' com seus capangas, Horácio e Gaspar, em trabalhar em cima de...

TEx 21 – Quando o “um” é maior que o “muitos”.

As tendências apontam para sempre voltarmos ao extraordinário, o espetáculo. Os grandes eventos são buscados por praticamente todas as áreas da sociedade. É o valor atrelado ao preço. O julgamento de que algo é bom ou ruim na maioria das vezes se faz por vias quantitativas; e por mais que eu trabalhe com a dialética da matemática, sou enfático em dizer, tratando os números por diversas vezes, que o “um” é maior que o “muitos”.  I. O “um” é maior que o “muitos” quando a unidade em meio a diversidade é enfatizada. Aqui não é apenas declarar, mas trazer a realidade ao conjunto, de maneira uniforme; mesmo que exista entre os integrantes uma multiforme no enxergar. Os muitos envolvidos se tornam uma espécie de corpo único, e não diversas partes variadas.  II. O “um” é maior que o “muitos” quando os bastidores se mostram mais importantes que os palcos; ou quando as relações humanas se tornam mais fundamentais que os entretenimentos superficiais. Exemplos desses raros e talvez únicos...

T05 21 – Trabalho é apenas salário?

Procurar responder de modo sincero o que é trabalho, nos dias atuais, não é tarefa fácil. Existem várias visões ao tratar o assunto, e compreendo a importância dessa diversidade. Porém, entendo, que mesmo que cada pessoa possa responder de modo individual tal questão, existe um terreno comum a todos nós, que consiste como essencial.  Para fundamentar esse terreno, e melhor entender o que é o trabalho, iremos trilhar nosso argumento em quatro movimentos. São eles: disposição, capacitação, integração e serviço. Acreditamos que cada ato possui um valor intrínseco em si, nos ajudando a verificar que o trabalho é muito mais que salário.   Disposição Partindo de nossos anseios, trabalhemos o que venha a ser disposição. Começando no seu âmago, trazendo alguns problemas fundamentais a serem respondidos por cada um de nós.  Qual é a realidade primordial - o realmente real? Qual é a natureza da realidade externa, isto é, do mundo à nossa volta? Que é o ser humano? O que acontece às...

T04 21 – O abismo entre o ser engraçado e o idiota!

O assunto que iremos tratar incomoda, principalmente aqueles que são atores do que chamo de cultura do “bobo alegre”. Antes, vamos entender do que consiste esta cultura.  Remetemos o “bobo” ao seu contexto histórico. Lembre-se que ele era mantido por reis e poderosos desde a antiguidade, para os divertirem com caretas, graças e zombarias. Esse era o modo como o bobo vivia a vida, logo, este entretenimento era uma forma também de trabalho. Então, o bobo se expressa, e traz alegria aos que estão à sua volta. Mas, a questão é, por mais que os outros estejam alegres, ele não necessariamente está. Ele mesmo sendo um bobo, não é hipócrita aos seus sentimentos, pois sabe até onde se situa uma atuação.  Quando dizemos que há uma cultura do “bobo alegre”, estamos dizendo três coisas: Nem todos sabem a diferença entre ser bobo, e fazer papel de bobo.  O drama se fundiu à realidade, a ponto da alegria ser constantemente simulada. Tal personificação se tornou um conjunto de hábitos e...

T03 21 - Procura-se: Pais e Mestres.

1. Os Pais Maduros, ou pelo processo se achegando.  Aquele que mesmo não formado, não é de nenhuma maneira desinformado.  Os que não enxergam casualidade, mas comprometimento e cooperatividade.  O que chamamos de país aqui, é o envolto entre a paternidade e a maternidade de um casal, homem e mulher; onde ambos geram filhos, sua prole. O nosso ponto é complementar ao fato genético dos pais e filhos, pois se liga a sua experiência de vida. Completar, pois ter o “mesmo sangue” significa ser da mesma família, pai e mãe; porém, não em sua completude. Tenhamos cuidado com tudo isso ao aplicarmos. Na relação, a prova de fogo, vemos mesmo as respostas fracas, desprovidas de graça e amor, correções e falta de crivo. Juízos vem de argumentos dessa natureza: “Faça! Responda! Obedeça! Pois sou o seu pai ou sua mãe.” Não sei se o filho reconhece isso nesse tipo de imperativo. É preciso dialética, alinhada à respeito mútuo, e claro, um espaço seguro, familiar. Ser pais não é só “por” c...

TEx 21 - Ler, para que? Eis a questão!

Paráfrase da marcante frase "Ser ou não ser, eis a questão", atribuída a Shakespeare. O nosso título procura promover uma das grandes questões para a "última geração"; pois, afinal, "ler, para que?". Vamos articular a questão em dois movimentos, sendo o primeiro deles o "ler". No que consiste esta ação? Poderíamos fazer uma lista dos seus benefícios aqui, mas ótimos leitores já o fizeram; entretanto, a essência do que venha "ser" o "ler" vem sendo exposta em bem menos intensidade. Percebe que ler tem muito a ver com o ser? A ação de assumir a responsabilidade de ler algo é uma atitude inata do ser, conecta com quem você é, e com quem quer se tornar. Por isso, listar benefícios externos, dar um bônus, ou mesmo tornar a prática por "modinha" é atitude fraca, não cunhada em nossas entranhas, encucada em nossas mentes, ou seladas em nosso coração. É nada menos que vaidade, vem e vai, como o vento. Então preciso s...