Postagens

T05 21 – Trabalho é apenas salário?

Procurar responder de modo sincero o que é trabalho, nos dias atuais, não é tarefa fácil. Existem várias visões ao tratar o assunto, e compreendo a importância dessa diversidade. Porém, entendo, que mesmo que cada pessoa possa responder de modo individual tal questão, existe um terreno comum a todos nós, que consiste como essencial.  Para fundamentar esse terreno, e melhor entender o que é o trabalho, iremos trilhar nosso argumento em quatro movimentos. São eles: disposição, capacitação, integração e serviço. Acreditamos que cada ato possui um valor intrínseco em si, nos ajudando a verificar que o trabalho é muito mais que salário.   Disposição Partindo de nossos anseios, trabalhemos o que venha a ser disposição. Começando no seu âmago, trazendo alguns problemas fundamentais a serem respondidos por cada um de nós.  Qual é a realidade primordial - o realmente real? Qual é a natureza da realidade externa, isto é, do mundo à nossa volta? Que é o ser humano? O que acontece às...

T04 21 – O abismo entre o ser engraçado e o idiota!

O assunto que iremos tratar incomoda, principalmente aqueles que são atores do que chamo de cultura do “bobo alegre”. Antes, vamos entender do que consiste esta cultura.  Remetemos o “bobo” ao seu contexto histórico. Lembre-se que ele era mantido por reis e poderosos desde a antiguidade, para os divertirem com caretas, graças e zombarias. Esse era o modo como o bobo vivia a vida, logo, este entretenimento era uma forma também de trabalho. Então, o bobo se expressa, e traz alegria aos que estão à sua volta. Mas, a questão é, por mais que os outros estejam alegres, ele não necessariamente está. Ele mesmo sendo um bobo, não é hipócrita aos seus sentimentos, pois sabe até onde se situa uma atuação.  Quando dizemos que há uma cultura do “bobo alegre”, estamos dizendo três coisas: Nem todos sabem a diferença entre ser bobo, e fazer papel de bobo.  O drama se fundiu à realidade, a ponto da alegria ser constantemente simulada. Tal personificação se tornou um conjunto de hábitos e...

T03 21 - Procura-se: Pais e Mestres.

1. Os Pais Maduros, ou pelo processo se achegando.  Aquele que mesmo não formado, não é de nenhuma maneira desinformado.  Os que não enxergam casualidade, mas comprometimento e cooperatividade.  O que chamamos de país aqui, é o envolto entre a paternidade e a maternidade de um casal, homem e mulher; onde ambos geram filhos, sua prole. O nosso ponto é complementar ao fato genético dos pais e filhos, pois se liga a sua experiência de vida. Completar, pois ter o “mesmo sangue” significa ser da mesma família, pai e mãe; porém, não em sua completude. Tenhamos cuidado com tudo isso ao aplicarmos. Na relação, a prova de fogo, vemos mesmo as respostas fracas, desprovidas de graça e amor, correções e falta de crivo. Juízos vem de argumentos dessa natureza: “Faça! Responda! Obedeça! Pois sou o seu pai ou sua mãe.” Não sei se o filho reconhece isso nesse tipo de imperativo. É preciso dialética, alinhada à respeito mútuo, e claro, um espaço seguro, familiar. Ser pais não é só “por” c...

TEx 21 - Ler, para que? Eis a questão!

Paráfrase da marcante frase "Ser ou não ser, eis a questão", atribuída a Shakespeare. O nosso título procura promover uma das grandes questões para a "última geração"; pois, afinal, "ler, para que?". Vamos articular a questão em dois movimentos, sendo o primeiro deles o "ler". No que consiste esta ação? Poderíamos fazer uma lista dos seus benefícios aqui, mas ótimos leitores já o fizeram; entretanto, a essência do que venha "ser" o "ler" vem sendo exposta em bem menos intensidade. Percebe que ler tem muito a ver com o ser? A ação de assumir a responsabilidade de ler algo é uma atitude inata do ser, conecta com quem você é, e com quem quer se tornar. Por isso, listar benefícios externos, dar um bônus, ou mesmo tornar a prática por "modinha" é atitude fraca, não cunhada em nossas entranhas, encucada em nossas mentes, ou seladas em nosso coração. É nada menos que vaidade, vem e vai, como o vento. Então preciso s...

T02 21 - RÁPIDO NO QUE NÃO IMPORTA, E LENTO NO QUE INTERESSA! (COMPLETO)

Toda vez que se perdemos no caminho, é preciso retornar aos pontos de bifurcação; das grandes dúvidas, das múltiplas opiniões. Nesse caminho longo, rebobinamos a fita, para entender de modo dinâmico o como o subjetivo vem substituindo o objetivo. Para esse retorno, precisamos utilizar a ideia de "causa-efeito", e assumir que existem questões de ordem primeira, que antecipam diversas outras. São Tomás de Aquino utilizou este conceito para levantar perguntas de ordem existencial, tanto no que tange o universo, quanto os seres humanos. Se somos efeito, qual é a causa? Pois bem, vamos observar em campos ramificados a formulação dos temas de ordem primeira. Como, na teologia; que segundo Kevin Vonhoozer tem a primazia em Deus, na Bíblia e na Igreja. Na filosofia; a primazia vem ao menos pela ontologia, e epistemologia; o como conhecemos. (Ultimamente tenho pensado nas primeiras questões da matemática; em breve refletiremos frente a elas, aguardem!)  Mesmo com os exemplos acima, to...

T12 20 - Aos eternos alunos que assumem o seu papel.

Quando o óbvio não é esclarecedor, se faz necessário um urgente retorno; ainda mais em tempos difíceis, onde quase todos querem ser mestres de tudo, e a maioria acaba sendo discípulo de absolutamente nada. Em poucas palavras quero trazer à memória um aspecto do ser humano, este que é tanto falado, cantado e expressado. O de ser sempre um aprendiz, numa eterna jornada. Isso não quer dizer que o sujeito sempre será imaturo, ou não habilitado a ensinar; na verdade, isso o torna humildade, em se colocar sempre em seu lugar, de eternos alunos.  Não é fácil ser aluno, e aqui não estou falando de frequentadores de prédios e salas de aula apenas. Nesses dias, foi provado a diferença entre quem é de fato um estudante, aqueles que realmente assumem o seu papel, sendo responsáveis.  E a todos estes, principalmente aos que passaram por minhas classes, e mesmo em distanciamento social, não se recusou a fazer uma só atividade, participar das reuniões ou mesmo levantar suas dúvidas e questõe...

TEx 20 - Humanas, para que? A necessidade de fiscalização pública!

Nosso país, não de hoje, está longe de ser um grande fomentador das ciências, e das boas análises. Nos dias atuais, em meio a pandemia, só se tem criado mais dificuldades frente a isso.  De onde tiro essa ideia? A priori, da falta de valorização do cientista em nossas terras; fazendo com que o jovem prefira qualquer formação; menos a de pesquisador. Não o atrai. Mesmo assim, existem outros problemas. Como a parcialidade, e a "pseudo" valorização a temas do eixo tecnológico e inovador, fazendo com que apenas essa área seja chamada de ciência no senso comum. Como professor de Matemática, entendo a relevância de tal eixo, porém, atento, que antes da matemática, e uma supervalorização das "ciências naturais" e das "exatas" sou professor, um humano que se preocupa com outros seres humanos. Percebo que as "exatas" não resolvem tudo. Ela não pode ser colocada em pedestais. Veja, ela no máximo apresenta "o para quê das coisas"; porém a filosofi...