UM JANEIRO PROFÉTICO E POÉTICO
Este final de Janeiro de 2026, foi bem agitado no cenário evangélico. Nós não apenas assistimos a cena, mas nos envolvemos, atuamos, fazemos, sentimos e servimos. Por isso, se alegramos e sofremos no meio, com a Igreja de Cristo.
"Vais cuidar de mim, o Nordeste é um sinal (...)" (Ser tão teu - Coletivo Candieiro)
Uma das nossas alegrias foi ver com nossos olhos, na arena Pernambuco, às mãos de Deus. No The Send 2026, realizado em 5 estágios/ regiões - diferentes e simultâneas, percebemos a unidade da Igreja, o deixar das "placas" em prol de um propósito maior, "o envio" de pessoas ao serviço, as diversas facetas da obra missionária, em meio ao clamor de arrependimento. Cerca de 300 mil pessoas ao redor do Brasil fizeram história, começando pelo Nordeste.
Recife/ PE, foi a primeira região a ser escolhida para realização da Assembleia solene dos discípulos, e ela não decepcionou. Terra da primeira Sinagoga, Igreja Reformada, Moeda, rascunhos da constituição (...), terra dos meus pais, terra do Avivamento! Há uma janela para o Brasil por meio daquela região, é real.
Mas, Janeiro não foi apenas profético, nos estádios, ele foi poético. As prosas do Coletivo Candieiro causaram um Auê na mente e coração de muito crente. E sinceramente, pela falta do que chamo de leitura do Mundo. Aqui, deixo os meus dois centavos de contribuição aos discípulos de Jesus, sobre música.
(1) Você tem total liberdade de criticar, ou de ficar em silêncio sobre qualquer "manifestação cultural".
(2) Mas, se escolher criticar (bem, ou mal) precisa entender a linguagem a qual está querendo questionar. Se não é habituado com diferenças prosaicas, poéticas e musical - ou mesmo visual, estética; melhor silenciar-se para não passar vergonha. Ler sem entender a palavras, significado e a "semiótica" ao enredo é perigoso, podemos deixar muita coisa fora da nossa análise, podendo ser injusto com a obra de arte.
(3) Lembro, essa contribuição é para "cristãos críticos", que ousam em ser "cientistas", "teólogos" e "policiais" acusadores da criatividade de outros irmãos.
(4) Nem todo louvor é um tipo de música, mas nem toda música é louvor para o culto de domingo.
(5) Sobre as letras, leia sob a ótica bíblica maior. Claro, que a Arte não precisa de justificativa (Hans Rookmaaker), mas, se o refrão soa estranho, leia as estrofes e as ênfases. Toda obra artística não se reduz a uma pincelada, ouça o álbum inteiro, sua coerência; conheça o artista.
(6) Sobre os sons. Todas estão diante a soberania de Deus. "Não há um centímetro quadrado dessa realidade que Deus não clame, é meu!" (Abraham Kuyper). Então para de dizer que o rítmico, o instrumento, o estilo, o Rock, o Samba, Maracatu, Forró, Axé, Frevo, etc. é do diabo.
(7) Claro, que virá o tempo em que falsos mestres viram, a carta do apóstolo Paulo a Timóteo, já alertava. Porém, não precisamos demonizar tudo em nome de um zelo espiritual inexistente. A mesa de Cristo é sim, um lugar de inclusão (para todos - vinde a mim, "todos" os que estão cansados e sobrecarregados). Todavia, a mesa, é lugar de transformação (para todos os convidados - sem santidade ninguém verá ao Senhor). Essa é a mensagem geral do evangelho, os dois lados de uma mesma moeda. Claro, há graça - amor, mas há justiça, sacrifício e dor. "Negar a nós mesmos, tomar a cruz e seguir Jesus" é essencial.
"Que Deus nos ajude a ler o Mundo, sob as lentes do evangelho.
Tomando muito cuidado com as loucuras dos reacts da internet,
Amén".
Comentários
Postar um comentário