O HUMANISMO EM “CRIPTO”
1. INTRO
Os anos passam e, assim como alguns escritores que gostamos de acompanhar, procuramos fazer uma espécie de “leitura cultural”. Mas, o que venha a ser esse fenômeno? Ele importa? Aos que se dizem estudantes, cristãos e/ ou produtores de conteúdo, com certeza!
2. PARA QUEM É?
Mas, vamos lá, um de cada vez.
Estudantes precisam não só aprender a ler textos, livros e artigos; eles precisam ler o mundo, as pessoas, seus “signos”, significado e sentido. Isso levará sua vida toda, onde deverá dialogar as suas áreas de atuação a todo o momento. Então, conhecer a cultura é inevitável.
Aos cristãos nem se fala! A pergunta que nos persegue, até que o Senhor venha, é justamente essa: O que faremos agora? Já que o nosso Jesus não está mais aqui encarnado, e ainda vivemos num modo de vida que não é nosso. Aos estrangeiros, peregrinos, embaixadores de uma cultura que excede esta, inevitável é, aprender para servir o outro e glorificar a Deus.
Já aos influenciadores de plantão, que buscam criar conteúdo de relevância social, por favor, ao mínimo, entendam a sua cultura. Tenham sensatez, a comentar/ criticar até o seu contexto.
3. FILME EM ANÁLISE
Dito isso, vamos observar apenas dois pontos do último filme que assisti, Superman (2025) com Lane e Olsen. Esse fenômeno está sob a chamada sétima arte, que modela e expressa aspectos de nossa sociedade pós-moderna. Então, importa, pois ajuda a entendermos de forma artística, em arquétipo, sérias e duras realidades. Nossas ênfases a obra são:
O humanismo de Cripto;
Cripto derrota humano;
No ponto A, observo que, o Superman, super herói que dispensa apresentações, está mais humano do que nunca, mesmo sendo um alienígena por natureza. Ele apanha muito no filme, fisicamente e em debates. Clark Kent é muito diferente do último “Homem de Aço” de Snyder. O que poderia significar para nós?
Vir a uma Terra, não para “dominar”, “governar”, mesmo podendo fazer isso; porém, primeiramente, resolvendo, redimindo, salvando e se entregando por aqueles que constantemente o acusam é um tipo de enredo diferente, que parece muito com o da “maior história que há”. Porém, o homem-Deus não veio de um planeta caído, mas de um céu, lugar, morada eterna.
Jesus não é o herói que imaginamos, mas é o maior e melhor que teremos! Quer saber qual é o verdadeiro humanismo? Olhe pra Ele! Aquele que se fez homem … Homem da cruz … de dores - o Filho do Homem, o filho de Deus!
Já no ponto B, Cripto (nome também do cachorro herói do Superman) “derrota” Lex Luthor, o humano mais desumano da história. Chega a ser cômico, pois o “animal” expressa a troca de papéis ali. Luthor atua como um ser irracional, sem piedade para com o outro. Cripto parece ser racional, e faz “justiça”, caindo nas graças do público com seu carisma. Já o Superman, assiste como plateia o desdobramento. Significa algo tudo isso? - Talvez, sendo bem “impreciso” a bagunça que vivemos, no sentido das atuações dos seres humanos ultimamente. Os atores do poder, por exemplo, seguem fazendo o que querem, ao seu próprio prazer, sem responsabilidade na realidade vigente. Já diria o poeta Guilherme de Sá, (…) na briga entre dois elefantes, quem sofre é a grama.
CONCLUSÃO
Enxergamos tudo isso numa história em quadrinhos? Uma leitura atenta à cultura perceberá muitos pontos que o “tiro, porrada e bomba” encobre nesses filmes, desviando a atenção do coração vazio e da mente muitas vezes perturbada; lugares que revelam os nossos reais enredos.
Que possamos “ler a cultura”. Como? A observando em seus artefatos: Música, esportes, jogos, séries, filmes, etc. Coloquem seus óculos e não deixem de falar de tudo aquilo que tem visto e ouvido (Atos 4.20), principalmente sobre o que Deus fez/ faz/ fará - em tudo e todos.
At, Jefferson de Melo.

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