A GREVE, É PEDAGÓGICA!

Por hora, profissionais de diversas esferas da sociedade, em nosso país, são acusados ou abusados de seus direitos legais; por aderirem e defenderem respectivas greves. Sejam elas por melhores condições de trabalho, melhores salários ou mesmo por algum interesse comum (coletivo), muitos gestores e diretores, privam seus funcionários, dos quais, são vistos com maus olhos pelos seus pares.

Alguém se posicionar diante de uma pauta, e pausar um dia (paralisação), ou semanas (greve); trazendo reflexões para o seu ambiente de trabalho; por vezes, é visto com ofensas, descomprometimento com a instituição e um possível desligamento, parcial ou integral a mesma. 

Imaginem, isso em um país que "se diz"; livre, multicultural, polifônico e democrático. O que os jovens absorvem, aprendem, quando seus pais e professores precisam engolir a seco, uma punição por expressão? Cabe dizer que, mais silêncio e aceitação do que já está posto, pelo menos. Atento, a greve é um movimento voluntário; e que possui força de lei. Esta na constituição federal, há mais de trinta anos. Claro, que não deve haver exageros sob sua rédia, mas sim, diversos atos. 

Dito isso, observo a área da educação, a qual atuo há alguns anos. Como ela sofre! É ofendida, por todos aqueles que não preservam seus mestres, suas estruturas e seus saberes. Mas, ela é considerada por muitos "burocratas" como serviço não essencial, e talvez isso possa justificar, pelo menos em primeira instância, o seu incessante descaso. 

A mídia, geralmente, enfatiza que os docentes deixam os seus milhares de alunos sem aulas nos noticiários. Mas, ouso dizer, que a grave é pedagógica! Ela ensina que, todas as artes, linguagens, matemáticas, ciências, filosofias devem ser aprendidas, não apenas para passar no vestibular ou em algum concurso "técnico". Nossos saberes, devem buscar mais; pois moldam quem somos. Virtudes intelectuais, alinhados a um coração generoso, irá sempre propor, o que é bom e belo; um caminho justo e verdadeiro. 

Aqui, ressalto as semanas que institutos federais estão em greve, adjunto as escolas estaduais e suas pontuais paralisações. Estamos envolvidos, como estudante/ mestrando na primeira; e professor/ ensino médio na segunda. Logo, não estou indiferente as angústias e aflições ao que acontece em minha volta. É real, precisamos restabelecer as prioridades da nação, pela educação. Que seja, holística por meio da heurística. Criativa, Científica e Crítica. Matemática e também, humanista. 

Por: Jefferson de Melo.

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