segunda-feira, 29 de abril de 2024

COMO SE PREPARAR PARA O INCERTO?

No dia mundial da Educação (28.4), instituído pela ONU, procurarei responder uma indagação. Ela foi levantada em uma reunião de pais, após alguns diálogos formativos.


A primeira parte da questão é direta, "como se preparar". Existem vários caminhos, currículos, para se chegar a determinados objetivos. Desde que isto esteja definido, o preparo é ‘claro’, justificável e metodológico. O problema, é quando esses pontos estão ‘escuros’, confusos, tanto a quem está propondo o processo, quanto para quem está sob o processo. 


A educação envolve todas essas questões, e a filosofia nos ajuda a pensar sobre, antes de só fazer pelo fazer. O preparo é condição necessária para aqueles que entendem que a vida é constituída de fases. Nos preparamos desde muito cedo para exercer nossa cidadania na vida adulta; e nossas famílias, igrejas e escolas são essas incubadoras, meios de instrução.


Importante dizer que, determinadas instâncias nunca terminam; então, o nosso processo é sempre contínuo. Logo, se preparar para a vida, que é mais que uma profissão, posição ou proficiência exige maturidade, uma compreensão do lugar da educação para a existência humana. Então, sendo bem sucinto, devemos nos preparar reconhecendo a mortalidade; isto é, frente a realidade, pois, é possível sermos mais assertivos, já que o nosso tempo é limitado. Neste processo, o ensino-aprendizagem é essencial, para nos capacitar a plenitude do ser; seja na juventude, na fase adulta, ou mesmo em nossa velhice. 


Mas, como ser firme e fiel nesta proposição se, “o que está por vir é tão incerto?” 

A segunda parte da questão, vai de encontro ao nosso desempenho, ou anseio; já que, o que foi estabelecido no passado, talvez não seja estabelecido no futuro. O que possui valor hoje, pode perder amanhã. Como seguir, com o mundo beirando o colapso, com suas guerras intermináveis? 


O incerto, é certo. As dúvidas são base, enquanto caminhamos por aqui. Não há "manuais" com frases mágicas, descrevendo a nossa vocação, no sentido futurista e apocalíptico. Até para os que têm fé na vida pós morte, há perguntas não respondidas; e os tais, precisam ser humildes frente a isso. 


Finalizando, é possível, ao menos, amenizar os riscos. Perceba as tendências atuais, pois, cedo ou tarde, todos nós teremos que lidar com elas. Observe abaixo:


i. Sentimentos: As pessoas que conseguem lidar com as suas emoções e a dos outros, de forma sensata; evitam diversos problemas no futuro; mantendo a sua, e a saúde emocional e física dos outros, também.


ii. Linguagens: As pessoas que conseguem dominar diversos meios para a comunicação, estão mais habilitadas a partilhar as suas, e outras ideias. Exemplo: idiomas, musicalização, programação, etc.


iii. Matematização: As pessoas que conseguirem dominar a arte do pensamento lógico, aplicando conceitos, de forma científica, crítica e criativa; principalmente na tecnologia e nos negócios; irá se sobressair frente aos qualificados problemas do mundo contemporâneo.

Att, Jefferson de Melo.


sexta-feira, 26 de abril de 2024

A GREVE, É PEDAGÓGICA!

Por hora, profissionais de diversas esferas da sociedade, em nosso país, são acusados ou abusados de seus direitos legais; por aderirem e defenderem respectivas greves. Sejam elas por melhores condições de trabalho, melhores salários ou mesmo por algum interesse comum (coletivo), muitos gestores e diretores, privam seus funcionários, dos quais, são vistos com maus olhos pelos seus pares.

Alguém se posicionar diante de uma pauta, e pausar um dia (paralisação), ou semanas (greve); trazendo reflexões para o seu ambiente de trabalho; por vezes, é visto com ofensas, descomprometimento com a instituição e um possível desligamento, parcial ou integral a mesma. 

Imaginem, isso em um país que "se diz"; livre, multicultural, polifônico e democrático. O que os jovens absorvem, aprendem, quando seus pais e professores precisam engolir a seco, uma punição por expressão? Cabe dizer que, mais silêncio e aceitação do que já está posto, pelo menos. Atento, a greve é um movimento voluntário; e que possui força de lei. Esta na constituição federal, há mais de trinta anos. Claro, que não deve haver exageros sob sua rédia, mas sim, diversos atos. 

Dito isso, observo a área da educação, a qual atuo há alguns anos. Como ela sofre! É ofendida, por todos aqueles que não preservam seus mestres, suas estruturas e seus saberes. Mas, ela é considerada por muitos "burocratas" como serviço não essencial, e talvez isso possa justificar, pelo menos em primeira instância, o seu incessante descaso. 

A mídia, geralmente, enfatiza que os docentes deixam os seus milhares de alunos sem aulas nos noticiários. Mas, ouso dizer, que a grave é pedagógica! Ela ensina que, todas as artes, linguagens, matemáticas, ciências, filosofias devem ser aprendidas, não apenas para passar no vestibular ou em algum concurso "técnico". Nossos saberes, devem buscar mais; pois moldam quem somos. Virtudes intelectuais, alinhados a um coração generoso, irá sempre propor, o que é bom e belo; um caminho justo e verdadeiro. 

Aqui, ressalto as semanas que institutos federais estão em greve, adjunto as escolas estaduais e suas pontuais paralisações. Estamos envolvidos, como estudante/ mestrando na primeira; e professor/ ensino médio na segunda. Logo, não estou indiferente as angústias e aflições ao que acontece em minha volta. É real, precisamos restabelecer as prioridades da nação, pela educação. Que seja, holística por meio da heurística. Criativa, Científica e Crítica. Matemática e também, humanista. 

Por: Jefferson de Melo.